História do JC Pelotas
Desde 1930, o Jockey Club de Pelotas é guardião do turfe gaúcho no interior do Rio Grande do Sul — a tradição da Princesa do Sul no Hipódromo da Tablada.
Tradição do turfe gaúcho desde 1930
Fundado em 22 de junho de 1930 por um grupo de turfistas liderado pelo Cel. Zeferino Costa Filho — originalmente como Associação Jockey Club de Pelotas —, o clube nasceu com o objetivo de promover o melhoramento do Puro-Sangue Inglês (PSI) e difundir a cultura do turfe na região sul do Rio Grande do Sul. A assembleia de fundação reuniu-se no Clube Comercial de Pelotas, com discurso de Joaquim Francisco de Assis Brasil, e elegeu Flávio de Souza como primeiro presidente.
Instalado no Hipódromo da Tablada (Avenida Zeferino Costa, 140, bairro Três Vendas, Pelotas – RS, CEP 96070-480), o clube corre em pista de areia. A pedra fundamental foi lançada em 19 de setembro de 1933, o pavilhão central foi inaugurado em dezembro de 1934 e a sede social é de 1935. O conjunto integra o patrimônio histórico-cultural de Pelotas: está inscrito no inventário municipal pela Lei nº 4.740/2001, tem as pistas interna e externa declaradas zona de preservação de recursos naturais pela Lei nº 4.673/2001 e é reconhecido como Área Especial de Interesse do Ambiente Cultural pelo Plano Diretor do município (art. 70, inciso LXII). Ao longo de quase um século, a Tablada tornou-se um dos endereços mais tradicionais do turfe do interior gaúcho.
A Princesa do Sul no turfe
Pelotas, conhecida como a “Princesa do Sul”, é célebre por sua arquitetura do século XIX e pela cultura campeira e do charque. Esse espírito rural e familiar se reflete na identidade do Jockey Club de Pelotas: um clube caloroso, comunitário e profundamente enraizado na tradição gaúcha das estâncias e do churrasco.
A prova mais importante da casa, o Grande Prêmio Princesa do Sul, é disputada desde 1936 e é a prova mais tradicional do turfe pelotense. A distância, a data e a premiação de cada edição são divulgadas no programa oficial da reunião.
Linha do tempo
Fundação da Associação Jockey Club de Pelotas, em 22 de junho, por um grupo de turfistas liderado pelo Cel. Zeferino Costa Filho.
Pedra fundamental da Tablada (setembro de 1933), pavilhão central (dezembro de 1934) e sede social (1935).
Primeira edição do Grande Prêmio Princesa do Sul, que se tornaria a prova signature do clube.
O clube mantém as reuniões dominicais, com cerca de quatro a seis páreos por programa, e o turfe totalizador (pari-mutuel), regulamentado pela Lei 7.291/1984.
Turfe regulamentado e responsável
As apostas turfísticas do Jockey Club de Pelotas seguem o modelo pari-mutuel/totalizador, previsto na Lei 7.291/1984 (Lei do Turfe), sob fiscalização do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e da Comissão de Corridas.
O clube reforça o compromisso com o jogo responsável: apostar é entretenimento, exclusivo para maiores de 18 anos.